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25 janeiro 2018

CONHEÇA A FANZINOTECA E AS PUBLICAÇÕES DO PROJETO IFANZINE

Oficina da Fanzine da escola Tozana - Cabo Frio/RJ
Oficina de Fanzine para terceira idade - Projeto Vitalidade
IFF Campus Campos-Guarus
O projeto de extensão IFanzine apropria-se do conceito e estética dos fanzines, revistas artesanais, e edita o zine PEIBÊ, promovendo e reunindo criações coletivas, publicando histórias em quadrinhos (HQs), entrevistas e relatos de experiência com aplicabilidade de zines no ensino-aprendizagem. Produz também outras publicações articuladas com projetos de extensão e pesquisa, tais como a Afroindi, Traços de Memória e Café Filosófico, que são distribuídas em versão impressa e online nas redes sociais, ampliando assim o alcance do projeto, que vem se destacando nacionalmente, recebendo colaborações de educadores, pesquisadores e artistas de diversas regiões do país. Fanzine, neologismo formado pela contração dos termos “fanatic” e “magazine”, significa “revista de fã”. Dispondo de recursos artesanais na produção editorial, envolve tradicionalmente bricolagens, caligrafia criativa, desenhos livres, cartuns e histórias em quadrinhos, entre outras técnicas, que independem de expertise profissional, por ser proposta de caráter amador e de estímulo à autoria, constituindo-se numa mídia alternativa contra hegemônica advinda dos tempos pré internet. O projeto promove constantemente oficinas de produção de zines, com robusto volume de ações que abrangem e impactam a comunidade atendida, sendo realizadas em parceria com instituições de ensino e culturais, cujo conteúdo é selecionado para publicação, resultando numa interlocução entre escola e comunidade, bem como a utilização do potencial criativo dos discentes, estimulando o exercício da autoralidade e na difusão e produção de saberes, envolvendo o trinômio ensino, pesquisa e extensão. 
Fanzinoteca IFF Macaé - primeira do gênero
no interior do estado do Rio de Janeiro.
No dia 11 de outubro do ano passado, o projeto consolidou-se com a inauguração da Fanzinoteca IFF Macaé, espaço que abriga, até o momento, um acervo com cerca de 600 exemplares de publicações independentes e fanzines dos mais diversificados gêneros, tais como histórias em quadrinhos, fanzines feministas, fanzines punk, zines de música e muitos outros. 
Bolsistas do projeto IFanzine
A Fanzinoteca funciona de segunda a sexta de 13 às 16h e em horários especiais mediante agendamento e quando da realização de eventos promovidos no espaço, tais como mostras e feiras de fanzine e lançamentos com sessão de autógrafos dos autores e oficinas de produção coletiva. O projeto conta com estudantes bolsistas de extensão e dois bolsistas voluntários, sob a coordenação do designer gráfico do IFF Macaé, o Alberto de Souza, fanzineiro desde os anos 80 e que vem resgatando o fanzine como rede social analógica pré-internet no contexto da escola e cujo trabalho à frente do projeto vem rendendo expressivos resultados na visibilidade e abrangência do projeto e aceitação junto à comunidade estudantil. Os estudantes não se restringem à publicar trabalhos nas publicações do projeto, já colaboram com fanzines de outras instituições de ensino e de artistas independentes pelo país afora, tais como zines da Thina Curtis, Gibiozine e outros, lançando também as suas publicações autorais nos eventos do projeto, reconhecendo-se como autores independentes - comemora Beralto. Tudo isso, complementa, no bom velho papel fotocopiado, resgatando o potencial da fanzinagem como aliada de um processo educacional com protagonismo e transformador.

Leia e/ou faça download das publicações do projeto IFanzine:

PEIBÊ

PEIBÊ 1 PEIBÊ 2 PEIBÊ 3 PEIBÊ 4 PEIBÊ 5
O zine PEIBÊ é editado pelo projeto de extensão na modalidade arte e cultura IFanzine, conduzido no IFFluminense campus Macaé (RJ), instituição de ensino da rede pública federal de ensino profissionalizante. O referido projeto promove continuamente oficinas de criação de zines e HQs em instituições de ensino e eventos culturais há mais de quatro anos. O envolvimento da comunidade externa e contínuo intercâmbio com artistas, fanzineiros, pesquisadores e educadores de diversas partes do país, vêm resultando numa publicação eclética, que traz em seu conteúdo quadrinhos, cartuns, ilustrações, artigos, entrevistas e relatos de educadores que empregam zines e quadrinhos na sala de aula. No início de 2016 a publicação foi contemplada com o Troféu Ângelo Agostini na categoria fanzine, representando o reconhecimento do alcance do projeto, que amplia horizontes enquanto proposta extensionista de disseminação da cultura dos fanzines em uma interação entre escola e sociedade. Os zines editados pelo projeto são disponibilizados em versão online e distribuídos em versão impressa entre os estudantes, docentes e colaboradores. O lançamento das publicações são realizadas com sessão de autógrafos nos quais os estudantes assumem e celebram seu protagonismo. Outros zines derivados do PEIBÊ, entre eles, Traços de Memória, Afroindi
e Café Filosófico atestam o estímulo à autoralidade e protagonismo oportunizado pelo mecanismo criativo dos fanzines, produzidos em parceria com projetos de ensino, pesquisa e extensão. Recentemente o projeto se consolidou com a criação da Fanzinoteca IFF Macaé, que representa um marco na inserção do fanzine como uma ferramenta pedagógica e estímulo à subjetivação e autoralidade no espaço do ensino e aprendizagem.

TRAÇOS DE MEMÓRIA

Edição especial do projeto de extensão IFANZINE, em parceria com o projeto de extensão Em Cada
Canto Um Conto, ambos desenvolvidos no Instituto Federal Fluminense campus Macaé. Produzido pelos alunos do campus com ilustrações dos estudantes e histórias coletadas junto à comunidade abrangida pela instituição de ensino, resultando numa criativa transposição do código oral para o escrito que promove uma interação entre tradição e ensino acadêmico.

CAFÉ FILOSÓFICO

Produzido a partir de debates promovidos nas instituições de ensino em parceria com professor de filosofia do campus Macaé, o zine traz o resultado das reflexões promovidas na forma de ilustrações, quadrinhos e cartuns contando com a protagonização dos bolsistas do projeto e do público envolvido nas discussões. Na primeira edição do referido zine, o tema foi intolerância religiosa.

AFROINDI

Edição especial do projeto de extensão IFANZINE, em parceria com o NEABI - Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas do Instituto Federal Fluminense, sob coordenação do cartunista Beralto. A publicação conta com colaborações de alunos da instituição. Valendo-se do mecanismo criativo dos fanzines, apresenta algumas questões relacionadas às matrizes africanas e indígenas na formação da sociedade brasileira. As HQs, poemas e artigos mergulham neste tema, destacando a importância da miscigenação racial em nossas terras.

MARX NA ATUALIDADE

ZINE MARX NA ATUALIDADE - Coleção Fanzinoteca IFF Macaé #1 
Marcando a inauguração da primeira Fanzinoteca física do interior do estado do Rio de Janeiro, a presente edição do selo editorial "Coleção Fanzinoteca IFF Macaé" apresenta a abordagem do pensamento de Marx, sob o olhar dos jovens estudantes do IFFluminense Campus Macaé, instituição de ensino profissionalizante que integra a rede pública federal de ensino e que abriga a Fanzinoteca, espaço dedicado à preservação da memória das publicações paratópicas e que vem estimulando a formação de novos autores entre os jovens estudantes da instituição, representando um marco na inserção do fanzine como uma ferramenta pedagógica e estímulo à subjetivação e autoralidade no espaço do ensino e aprendizagem. Na presente edição os tópicos Divisão de Classe, Exploração da Classe Operária, Alienação e Ideologia, foram abordados de forma criativa e autoral, com colagens, cartuns e ilustrações que atestam o potencial do zine como mecanismo de potencializar a produção textual, o estímulo aos talentos individuais em múltiplas linguagens e como veículo para estímulo a formação de criticidade e reflexão coletiva. Como a presente publicação cita em uma das falas: "Filosofia e Zine são para malucos". Complementamos - Ainda bem!

DEPRESSÃO, E EU COM ISSO?

Com o objetivo de tratar do tema Depressão no ambiente escolar, realizou-se nos dias 29 e 30 de
agosto  de 2017 um seminário, como atividade letiva para todos os estudantes, que agrupou esforços de equipe multidisciplinar, capitaneada pelo psicólogo do IFF Macaé, Marcelo Quirino, além de assistentes sociais e corpo pedagógico da instituição, e cerca de 100 voluntários, a maior parte, estudantes, sob o título que encerra uma interrogação – “Depressão, e Eu com Isso?”. A equipe do projeto de extensão IFanzine contribuiu diretamente com a produção do Fanzine que ora disponibilizamos.
A pergunta em questão - "Depressão, e Eu com isso?" Trouxe à baila a reflexão sobre o papel dos diferentes segmentos da instituição frente a este problema que, embora presente de forma incontestável como “mal moderno” frequente na vida de muitas pessoas, não costuma ser tratado de maneira adequada e frequentemente percebem-se muitos mitos e preconceitos em torno do assunto.  
Segundo o psicólogo Marcelo Quirino, o evento foi motivado pelo intento de dirimir os tabus e a desinformação sobre essa psicopatologia que acomete a todos, sem distinção de idade. Considerando todos os prejuízos claramente perceptíveis em diversos âmbitos, inclusive na vida dos estudantes e servidores, em suas diversas dimensões, seja social, afetivo, relacional, profissional, cognitivo ou acadêmico, afeta seriamente a vida de todos.
Sessão de autógrafos/lançamento de zines
Conforme divulgado no portal do IFFluminense, Marcelo comentou que o evento não pretendeu ser resolutivo de determinada questão, mas não deixou de possibilitar um outro olhar sobre aquilo que nos assola. "Temos alunos felizes, menos angustiados, servidores mais próximos uns dos outros e que trocam informações sobre o que ouviram, referindo-se ao saldo unanimemente positivo, conforme as manifestações dos estudantes, servidores, visitantes e pais de estudantes que concorreram maciçamente ao evento, nos dois dias dedicados à promoção de palestras, oficinas, apresentações artísticas e também o lançamento e distribuição do fanzine desenvolvido especialmente pelo Coletivo IFanzine para o evento.
Mostra de Zines
Segundo Beralto, os estudantes que atuam no projeto IFanzine, bolsistas de extensão e voluntário(a)s, já estão acostumados a encarar propostas interdisciplinares, travar parcerias com os diversos segmentos da escola, seja ensino, extensão ou pesquisa, e conduzir processos criativos à moda “Do it Your Self”, de forma destemida e espontânea, pois já incorporaram o espírito zineiro de expressar ideias, deixando de lado a premissa de que a suposta “falta de criatividade” ou “falta de jeito para artes visuais/manuais” ou a falta de expertise é obstáculo para se fazer uma revista artesanal. Já são quase cinco anos em que nosso projeto incorporou ao cotidiano da escola a proposta do fanzine, percebida como uma ferramenta de inestimável valor tanto no processo ensino e aprendizado, seja como estímulo à produção textual e/ou método avaliativo, como também, vem sendo acolhido como mídia alternativa com ampla eficácia educomunicacional.

ENDEREÇO PARA DOAÇÃO DE ZINES PARA O ACERVO DA FANZINOTECA / TROCA DE ZINES:
Instituto Federal Fluminense (A/C Alberto Carlos Paula de Souza)
Rodovia Amaral Peixoto, km 164, Bairro Lagoa
Macaé-RJ. 
CEP: 27.925-290

Contatos:
Email: projetoifanzine@gmail.com
https://www.facebook.com/iffanzine/
http://iffanzine.blogspot.com.br/

16 fevereiro 2017

VÍDEO-PALESTRA COM O CIBERPAJE - Processos Criativos de Histórias em Quadrinhos Autorais

O Ciberpajé apresentou aspectos da bioengenharia e cibernética
que evidenciam o futuro que ele projeta em sua obra.
Nesta tarde da quarta-feira, 15 de fevereiro, tivemos a honra de assistir a uma vídeo-conferência com o Ciberpajé/Edgar Franco, pesquisador e professor da FAV/UFG, artista transmídia criador do universo ficcional Aurora Pós-Humana, cujo tema foi "Processos Criativos de Histórias em Quadrinhos Autorais; do Tradicional ao Experimental". 
Os estudantes presentes, professores e participantes do projeto IFanzine pudemos aprender um pouco mais sobre os fundamentos em que o artista embasou a criação de seu universo ficcional que se projeta para cerca de 300 anos à frente de nosso tempo, no qual teremos seres humanos híbridos homem-máquina e criaturas geradas à partir da manipulação genética. Neste cenário futurístico Edgar Franco desenvolve sua criação hipermidiática numa proposta autoral, envolvendo a produção de histórias em quadrinhos e performances musicais que se destacam pela liberdade criativa e total controle sobre sua produção artística, de forma desprendida e autônoma, priorizando sua condição de artista independente autoral.
Apresentação de diversos processos experimentais
na criação de HQs autorais.
Os estudantes presentes ficaram encantados com as diversas proposta experimentais inusitadas para produção de histórias em quadrinhos e se manifestaram motivados a praticar algumas das técnicas propostas pelo autor quadrinhista.

A seguir um relato de Sara Gaspar, estudante que integra a equipe do projeto IFanzine:

Ser rico não é ter posse de bens materiais, ser rico é ter a capacidade de transmitir algo de bom para outras pessoas e apenas quem possui essa virtude são aqueles que a buscam. Hoje cresci tanto quanto artista como pessoa através de mais uma experiência que o projeto IFanzine me proporcionou, eu percebi que a arte é um abismo incessante, quanto mais nos aprofundamos, mais ela tem para nos surpreender. 
Foi através do Beralto que pude conhecer o universo dos zines e a partir daí o projeto IFanzine vem me proporcionando experiências que jamais imaginei obter.  Já tive a honra de conhecer o mundo do HQforismo através de uma oficina regida por Danielle Barros e hoje a de explorar os processos criativos a partir dos conhecimentos do Edgar Franco.
"A arte é a razão de minha existência" - Ciberpajé.
A palestra começou com assuntos pertinentes da atualidade, assuntos que não são questionados abertamente como tantas coisas fúteis que a mídia faz questão de abordar. Somos apenas um produto moldado pela sociedade e as nossas essências são perdidas, não conhecemos o nosso próprio interior porém o Ciberpajé, em poucas horas, me mostrou a importância do autoconhecimento e como a arte está conectada. Conheci alguns de seus  belíssimos trabalhos enquanto explicava os processos inusitados de criação e apenas pelo brilho do seu  olhar já transmitiu uma vontade insaciável de criar e o entusiasmo ao falar do que ama transcende a sua essência. A tarde passou de modo prazeroso, reflexivo e de aprendizado.
Sara Gaspar

Em nome do Instituto Federal agradecemos ao amigo Edgar Franco pelo fantástica vídeo-palestra na qual pudemos conhecer mais sobre suas inúmeras técnicas em HQ poético-filosóficas, sempre imbuídas de entusiasmo e energia criativa contagiante. Ficou em aberto a proposta de novas parcerias na criação de fanzines e certamente termos novidades em breve.

13 junho 2016

Domingo com zine e extensão acadêmica na rua_Ocupação Cultural Maria Letícia

Neste domingo, 12 de junho, estivemos integrando a programação da Ocupação Cultural da Rua Maria Letícia pela segunda vez, evento este promovido pelo Coletivo Mucambo, iniciativa louvável de artistas produtores culturais independentes de Rio das Ostras que vêm fazendo a diferença na agregação de pessoas, profissionais e idéias numa rede colaborativa de trabalho e fortalecimento do cenário cultural da região. Entre a diversificada programação de exposições, oficinas e apresentações artísticas, esteve a nossa oficina de zine e mostra de publicações independentes e zines começando por volta das 18h e indo até 18h40 com público diversificado e interessado em conhecer e produzir um zine coletivamente. Fizemos uma breve contextualização e histórico dos zines e discorremos sobre os atributos da criação zineira, técnicas e linguagens possíveis de serem utilizadas na fanedição e diferentes formatos de zine, com destaque para as técnicas de dobradura para minizines que sempre despertam muito interesse do público. Em seguida procedeu-se à produção, com diferentes reações, algumas pessoas começando a produzir desenhos e textos com desenvoltura e outras, inibidas inicialmente, logo entendem e se empolgam nos desenhos e textos manuscritos. Um caso que chamou atenção foi uma menina de cerca de 11 anos que disse não saber desenhar. Demos o exemplo de um processo criativo com desenho intuitivo desenvolvido a partir de um rabisco aleatório e um texto desenvolvido a partir da ilustração. Motivada pela nossa ênfase de que se trata de uma publicação amadora e o que vale é a mensagem, não o refinamento técnico, a jovem começou a produzir várias páginas compondo textos e desenhos de forma espontânea. Os trabalhos feitos pelo público presente resultou em 4 minizines que vamos divulgar amanhã aqui no blog.
Tivemos ainda a oportunidade de conhecer pessoalmente o colega zineiro Wagner Nyhyw que é um dos mentores do Coletivo Zine, com o qual pudemos fazer uma oportuna troca de zines e combinar algumas parcerias que em breve estaremos também divulgando. Legal demais foi ganhar um camiseta-zine feita pelo Wagner e que integrará nosso acervo da zineteca IFanzine.
A participação do nosso projeto neste belíssimo evento cultural independente foi como sempre uma agradável ação extensionista/zineira que esperamos se repita muitas outras vezes. Abaixo algumas cenas do evento:






20 maio 2016

SIQ - Semana Internacional de Quadrinhos

Na quinta-feira, dia 04 de maio de 2016, tive a oportunidade de participar do primeiro dia da SIQ - Semana Internacional dos Quadrinhos promovido pela ECO - Escola de Comunicação da UFRJ. Cada evento que o projeto IFanzine nos proporciona são momentos especiais na minha vida, já que conheço várias pessoas que conseguiram viabilizar suas obras (publicações independentes) com seus próprios esforços, e me dão motivo para persistir nos meus sonhos. O evento começou no início da tarde e, enquanto esperávamos a solenidade de abertura, que aconteceu no auditório da Casa da Ciência, localizada nos arredores da ECO-UFRJ, aproveitamos para prestigiar a exposição "Descubra e Divirta-se" onde pudemos explorar e descobrir experimentos interativos de física e química, guiados por monitores muito atenciosos e que nos proporcionaram a boa surpresa de uma experiência educacional e lúdica que não estava na programação, mas que foi muito enriquecedora e envolvente. Após a abertura do evento fomos conhecer a exposição do quadrinhista e ilustrador Manoel Ferreira. Junto à exposição, tinha uma feira de quadrinhos independentes. Uma coisa mais linda que a outra, dava vontade de levar tudo, porém, me controlei. Quando saí de casa havia prometido pra mim que não gastaria dinheiro, mas é impossível isso! O que deixou minha consciência limpa foi não ter gastado dindim com lanches (não que eu seja pão-duro, como minha mãe diz, apenas sou econômica, assim como não sou preguiçosa e sim, prática!). Pedi dedicatórias em tudo que comprei das produções independentes. Espero poder um dia fazer o mesmo, editar e bancar uma produção independente com meu trabalho autoral. Fomos depois em uma oficina de diagramação de quadrinhos e foi muito interessante, mediada pelo Hamilton Kabuna, do grupo Capa Comics, que ajudou-me bastante a organizar meus pensamentos para uma HQ que estou produzindo. O evento finalizou com uma mesa redonda com Ziraldo, Alarcão e Chico Caruso, além de um lanchinho de graça no encerramento. Mas a noite finalizou mesmo com chave de ouro com muita farra na vã, durante o retorno pra casa... Espero que tenhamos mais oportunidades similares! 
(Relato de Sara Gaspar - Bolsista).

Casa da Ciência - exposição
Oficina de Diagramação de HQ com Hamilton Kabuna
Mesa-redonda com Ziraldo, Alarcão e Chico Caruso