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25 dezembro 2018

PEIBÊ#6 em versão online

CLIQUE AQUI E LEIA O PEIBE#6
O PEIBÊ 6 que agora está sendo disponibilizado em versão online, foi lançado durante o IV FNPAS - Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de julho no IFFluminense Campus Macaé. A Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), com apoio da Fanzinoteca, promoveu este evento que teve como proposta, tal como em suas edições anteriores, a reflexão sobre o papel das histórias em quadrinhos na produção de conhecimentos, tanto nas universidades quanto na educação básica. O evento contou com palestras, mesas-redondas, comunicações orais, exposições, oficinas e lançamento de publicações. Presentes ao fórum, alguns dos autores que figuram nas páginas do zine PEIBÊ ao longo de sua trajetória e que inspiraram e colaboraram com sua consolidação, seja como artistas como também enquanto pesquisadores. Assim sendo, a edição em questão traz um registro do quanto o fanzine vem sendo acolhido e promovido na instituição de ensino e seu impacto junto a esta comunidade e a articulação do projeto com a cena independente, pesquisadores e educadores.
PEIBÊ #0, lançado em outubro de 2013.
Quando do lançamento da edição número 0 do zine PEIBÊ, em 2013, os estudantes pioneiros vinculados ao projeto explicaram, com suas palavras bem-humoradas: "O nome Peibê foi idéia dos alunos ao deixar de forma literal a sigla P&B (Preto e Branco, marca visual de qualquer Fanzine), o nome ficou "abrasileirado" quando se percebe a comparação com os nomes de sementes e frutos exóticos brasileiros. Peibê então é isso mesmo: é jovem, é brasileiro, é brincalhão, tem estilo e criatividade de sobra para ir muito além desta edição zero. Apenas plantamos a semente!”
Muita coisa aconteceu desde então e a semente germinou e deu muitos frutos. 
A instituição da Fanzinoteca IFF Macaé em 2017, criada e gerida a partir do trabalho seminal realizado pelo projeto de extensão IFanzine, não só impulsionou a visibilidade dos fanzines do acervo adquirido pelo projeto, obtido por meio de intercâmbio e doações de faneditores do Brasil e exterior, como também incentivou os estudantes a alçarem experiências autorais, produzindo seus zines de forma totalmente independente. Sobretudo a Mostra Peibê, evento anual culminante da Fanzinoteca, como outras mostras e feiras ao longo do ano, incentivou os estudantes a participarem e promoverem por iniciativa própria, feiras de venda e troca de zines. Assim sendo, vários zines autorais de estudantes da instituição, foram lançados nos dois últimos anos. Recentemente, criou-se de forma autônoma, entre os freqüentadores da Fanzinoteca, um grupo para troca de experiências e práticas de desenho, denominado pelos seus afiliados de “Negocim de Desenho” que já produziu seu primeiro zine coletivo, o “Experimentos”.
O zine PEIBÊ em sua sexta edição traz, portanto, evidências do impulso que o projeto vem alcançando no Instituto Federal Fluminense Campus Macaé. 
Colaboram nesta edição autores veteranos e talentos revelados pelo projeto: Adino Doím, Beralto, Bruno Pereira, Ciberpajé, Fabi Menassi, Fafá Jaepelt, Gabriel Mira, Gazy Andraus, Geraldo Monteiro, Guilherme Ferrari, Karoll Castro, Keven Rocha, Kezia Campos, Leonardo Saleh, Marcelo Wilson, Nathalia Campanário, Sara Gaspar, Thais Carezzato, Thina Curtis e Wagner Teixeira.

18 abril 2018

Parceria entre IFanzine e Editora Marca de Fantasia

Especializada em publicações independentes,
a Editora Marca de Fantasia disponibiliza
as edições do IFanzine.
As publicações editadas pelo Projeto IFanzine estão agora disponíveis para acesso online e download no site da Editora Marca de Fantasia, representando mais um importante destaque para o projeto do Campus Macaé que vem alcançando projeção nacional e revelado talentos entre os estudantes do IFFluminense.
A Marca de Fantasia é uma editora independente dedicada às Histórias em Quadrinhos, Artes, Comunicação, Linguística e à Cultura Pop. A editora é um projeto de extensão do professor Henrique Magalhães, do Departamento de Comunicação e Turismo da UFPB. A proposta da editora Marca de Fantasia contempla as vertentes mais importantes dos quadrinhos independentes no Brasil, que vêm tendo pouca atenção das editoras comerciais: fanzine – ou revista de conteúdo jornalístico; revista de quadrinhos poético-filosóficos, tiras, álbuns de quadrinhos; livros teóricos sobre História em Quadrinhos, Cultura Pop, Comunicação, Linguística e Artes.
Segundo o editor, Henrique Magalhães, a utilização do fanzine como instrumento pedagógico e estímulo à autoralidade tem sido uma prática exitosa, embora ainda não tão recorrente. O projeto IFanzine, do Instituto Federal Fluminense Campus Macaé, é um destacado exemplo, ao envolver a comunidade estudantil e valorização do próprio fanzine, que na artesania envolvida, reforça a importância da produção coletiva, bem como do estímulo aos jovens escolares e universitários na prática da autoedição e na liberdade de expressão. Henrique destaca ainda que as publicações do projeto IFanzine, em especial o zine PEIBÊ, premiado com o Troféu Ângelo Agostini, e a recém criada Fanzinoteca gerida pelo projeto, são um sopro criativo que mostra a potencialidade expressiva dos jovens autores por meio da edição de fanzine e, sem dúvida, aponta para um dos mais producentes caminhos que esse tipo de publicação deve seguir.
Para Alberto de Souza, coordenador do projeto, ver os fanzines do projeto no site da Marca de Fantasia é uma honra. "Trata-se de uma editora que há muitos anos vem promovendo as vertentes mais importantes dos quadrinhos independentes e fanzines no Brasil, que não têm destaque entre as editoras comerciais e que desta forma vem divulgando e estimulando a produção cultural no país. Embora o projeto IFanzine privilegie a versão impressa e a experiência e interação presencial envolvida na feitura dos zines, a veiculação online é importante para ampliar as parcerias do projeto com os autores independentes pelo país afora, afinal, consideramos este um dos pontos fortes do projeto, unir os autores independentes veteranos aos novos autores que vamos formando por meio do estímulo que o projeto representa para os estudantes envolvidos nas ações do projeto", disse.
Acesse aqui as publicações do projeto IFanzine no site da Marca de Fantasia
(Fonte: Portal do Instituto Federal Fluminense)

Parceria IFanzine e Biblioteca de Fanzines

Biblioteca de Fanzines - Acervo de e-zines.
Projeto criado pela poetisa Daniela Dias, de Vila Velha/ES.
Mais uma parceria foi travada entre o projeto IFanzine/Fanzinoteca IFF Macaé e a Biblioteca de Fanzines coordenada pela escritora Daniela Dias, que a partir de agora hospedará no acervo virtual os zines do projeto do IFFluminense Campus Macaé.
Daniela Dias é poetisa e fanzineira idealizadora desta biblioteca online,  criada em 04/05/2017.      Segundo a autora, o espaço virtual foi criado para seus próprios escritos e depois abriu-se o acervo virtual para hospedar zines e publicações independentes de qualquer pessoa que queira enviar e divulgar sua arte.
A biblioteca recebe conteúdos de todos os assuntos, com exceção, é claro, para  materiais de cunho; machista, racista, homofóbico ou de qualquer outro tipo  de preconceito que fira os direitos humanos.
Clique no link para acessar o acervo:
BIBLIOTECA DE FANZINES
Blog da autora - DANIELA DIAS

25 janeiro 2018

CONHEÇA A FANZINOTECA E AS PUBLICAÇÕES DO PROJETO IFANZINE

Oficina da Fanzine da escola Tozana - Cabo Frio/RJ
Oficina de Fanzine para terceira idade - Projeto Vitalidade
IFF Campus Campos-Guarus
O projeto de extensão IFanzine apropria-se do conceito e estética dos fanzines, revistas artesanais, e edita o zine PEIBÊ, promovendo e reunindo criações coletivas, publicando histórias em quadrinhos (HQs), entrevistas e relatos de experiência com aplicabilidade de zines no ensino-aprendizagem. Produz também outras publicações articuladas com projetos de extensão e pesquisa, tais como a Afroindi, Traços de Memória e Café Filosófico, que são distribuídas em versão impressa e online nas redes sociais, ampliando assim o alcance do projeto, que vem se destacando nacionalmente, recebendo colaborações de educadores, pesquisadores e artistas de diversas regiões do país. Fanzine, neologismo formado pela contração dos termos “fanatic” e “magazine”, significa “revista de fã”. Dispondo de recursos artesanais na produção editorial, envolve tradicionalmente bricolagens, caligrafia criativa, desenhos livres, cartuns e histórias em quadrinhos, entre outras técnicas, que independem de expertise profissional, por ser proposta de caráter amador e de estímulo à autoria, constituindo-se numa mídia alternativa contra hegemônica advinda dos tempos pré internet. O projeto promove constantemente oficinas de produção de zines, com robusto volume de ações que abrangem e impactam a comunidade atendida, sendo realizadas em parceria com instituições de ensino e culturais, cujo conteúdo é selecionado para publicação, resultando numa interlocução entre escola e comunidade, bem como a utilização do potencial criativo dos discentes, estimulando o exercício da autoralidade e na difusão e produção de saberes, envolvendo o trinômio ensino, pesquisa e extensão. 
Fanzinoteca IFF Macaé - primeira do gênero
no interior do estado do Rio de Janeiro.
No dia 11 de outubro do ano passado, o projeto consolidou-se com a inauguração da Fanzinoteca IFF Macaé, espaço que abriga, até o momento, um acervo com cerca de 600 exemplares de publicações independentes e fanzines dos mais diversificados gêneros, tais como histórias em quadrinhos, fanzines feministas, fanzines punk, zines de música e muitos outros. 
Bolsistas do projeto IFanzine
A Fanzinoteca funciona de segunda a sexta de 13 às 16h e em horários especiais mediante agendamento e quando da realização de eventos promovidos no espaço, tais como mostras e feiras de fanzine e lançamentos com sessão de autógrafos dos autores e oficinas de produção coletiva. O projeto conta com estudantes bolsistas de extensão e dois bolsistas voluntários, sob a coordenação do designer gráfico do IFF Macaé, o Alberto de Souza, fanzineiro desde os anos 80 e que vem resgatando o fanzine como rede social analógica pré-internet no contexto da escola e cujo trabalho à frente do projeto vem rendendo expressivos resultados na visibilidade e abrangência do projeto e aceitação junto à comunidade estudantil. Os estudantes não se restringem à publicar trabalhos nas publicações do projeto, já colaboram com fanzines de outras instituições de ensino e de artistas independentes pelo país afora, tais como zines da Thina Curtis, Gibiozine e outros, lançando também as suas publicações autorais nos eventos do projeto, reconhecendo-se como autores independentes - comemora Beralto. Tudo isso, complementa, no bom velho papel fotocopiado, resgatando o potencial da fanzinagem como aliada de um processo educacional com protagonismo e transformador.

Leia e/ou faça download das publicações do projeto IFanzine:

PEIBÊ

PEIBÊ 1 PEIBÊ 2 PEIBÊ 3 PEIBÊ 4 PEIBÊ 5
O zine PEIBÊ é editado pelo projeto de extensão na modalidade arte e cultura IFanzine, conduzido no IFFluminense campus Macaé (RJ), instituição de ensino da rede pública federal de ensino profissionalizante. O referido projeto promove continuamente oficinas de criação de zines e HQs em instituições de ensino e eventos culturais há mais de quatro anos. O envolvimento da comunidade externa e contínuo intercâmbio com artistas, fanzineiros, pesquisadores e educadores de diversas partes do país, vêm resultando numa publicação eclética, que traz em seu conteúdo quadrinhos, cartuns, ilustrações, artigos, entrevistas e relatos de educadores que empregam zines e quadrinhos na sala de aula. No início de 2016 a publicação foi contemplada com o Troféu Ângelo Agostini na categoria fanzine, representando o reconhecimento do alcance do projeto, que amplia horizontes enquanto proposta extensionista de disseminação da cultura dos fanzines em uma interação entre escola e sociedade. Os zines editados pelo projeto são disponibilizados em versão online e distribuídos em versão impressa entre os estudantes, docentes e colaboradores. O lançamento das publicações são realizadas com sessão de autógrafos nos quais os estudantes assumem e celebram seu protagonismo. Outros zines derivados do PEIBÊ, entre eles, Traços de Memória, Afroindi
e Café Filosófico atestam o estímulo à autoralidade e protagonismo oportunizado pelo mecanismo criativo dos fanzines, produzidos em parceria com projetos de ensino, pesquisa e extensão. Recentemente o projeto se consolidou com a criação da Fanzinoteca IFF Macaé, que representa um marco na inserção do fanzine como uma ferramenta pedagógica e estímulo à subjetivação e autoralidade no espaço do ensino e aprendizagem.

TRAÇOS DE MEMÓRIA

Edição especial do projeto de extensão IFANZINE, em parceria com o projeto de extensão Em Cada
Canto Um Conto, ambos desenvolvidos no Instituto Federal Fluminense campus Macaé. Produzido pelos alunos do campus com ilustrações dos estudantes e histórias coletadas junto à comunidade abrangida pela instituição de ensino, resultando numa criativa transposição do código oral para o escrito que promove uma interação entre tradição e ensino acadêmico.

CAFÉ FILOSÓFICO

Produzido a partir de debates promovidos nas instituições de ensino em parceria com professor de filosofia do campus Macaé, o zine traz o resultado das reflexões promovidas na forma de ilustrações, quadrinhos e cartuns contando com a protagonização dos bolsistas do projeto e do público envolvido nas discussões. Na primeira edição do referido zine, o tema foi intolerância religiosa.

AFROINDI

Edição especial do projeto de extensão IFANZINE, em parceria com o NEABI - Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas do Instituto Federal Fluminense, sob coordenação do cartunista Beralto. A publicação conta com colaborações de alunos da instituição. Valendo-se do mecanismo criativo dos fanzines, apresenta algumas questões relacionadas às matrizes africanas e indígenas na formação da sociedade brasileira. As HQs, poemas e artigos mergulham neste tema, destacando a importância da miscigenação racial em nossas terras.

MARX NA ATUALIDADE

ZINE MARX NA ATUALIDADE - Coleção Fanzinoteca IFF Macaé #1 
Marcando a inauguração da primeira Fanzinoteca física do interior do estado do Rio de Janeiro, a presente edição do selo editorial "Coleção Fanzinoteca IFF Macaé" apresenta a abordagem do pensamento de Marx, sob o olhar dos jovens estudantes do IFFluminense Campus Macaé, instituição de ensino profissionalizante que integra a rede pública federal de ensino e que abriga a Fanzinoteca, espaço dedicado à preservação da memória das publicações paratópicas e que vem estimulando a formação de novos autores entre os jovens estudantes da instituição, representando um marco na inserção do fanzine como uma ferramenta pedagógica e estímulo à subjetivação e autoralidade no espaço do ensino e aprendizagem. Na presente edição os tópicos Divisão de Classe, Exploração da Classe Operária, Alienação e Ideologia, foram abordados de forma criativa e autoral, com colagens, cartuns e ilustrações que atestam o potencial do zine como mecanismo de potencializar a produção textual, o estímulo aos talentos individuais em múltiplas linguagens e como veículo para estímulo a formação de criticidade e reflexão coletiva. Como a presente publicação cita em uma das falas: "Filosofia e Zine são para malucos". Complementamos - Ainda bem!

DEPRESSÃO, E EU COM ISSO?

Com o objetivo de tratar do tema Depressão no ambiente escolar, realizou-se nos dias 29 e 30 de
agosto  de 2017 um seminário, como atividade letiva para todos os estudantes, que agrupou esforços de equipe multidisciplinar, capitaneada pelo psicólogo do IFF Macaé, Marcelo Quirino, além de assistentes sociais e corpo pedagógico da instituição, e cerca de 100 voluntários, a maior parte, estudantes, sob o título que encerra uma interrogação – “Depressão, e Eu com Isso?”. A equipe do projeto de extensão IFanzine contribuiu diretamente com a produção do Fanzine que ora disponibilizamos.
A pergunta em questão - "Depressão, e Eu com isso?" Trouxe à baila a reflexão sobre o papel dos diferentes segmentos da instituição frente a este problema que, embora presente de forma incontestável como “mal moderno” frequente na vida de muitas pessoas, não costuma ser tratado de maneira adequada e frequentemente percebem-se muitos mitos e preconceitos em torno do assunto.  
Segundo o psicólogo Marcelo Quirino, o evento foi motivado pelo intento de dirimir os tabus e a desinformação sobre essa psicopatologia que acomete a todos, sem distinção de idade. Considerando todos os prejuízos claramente perceptíveis em diversos âmbitos, inclusive na vida dos estudantes e servidores, em suas diversas dimensões, seja social, afetivo, relacional, profissional, cognitivo ou acadêmico, afeta seriamente a vida de todos.
Sessão de autógrafos/lançamento de zines
Conforme divulgado no portal do IFFluminense, Marcelo comentou que o evento não pretendeu ser resolutivo de determinada questão, mas não deixou de possibilitar um outro olhar sobre aquilo que nos assola. "Temos alunos felizes, menos angustiados, servidores mais próximos uns dos outros e que trocam informações sobre o que ouviram, referindo-se ao saldo unanimemente positivo, conforme as manifestações dos estudantes, servidores, visitantes e pais de estudantes que concorreram maciçamente ao evento, nos dois dias dedicados à promoção de palestras, oficinas, apresentações artísticas e também o lançamento e distribuição do fanzine desenvolvido especialmente pelo Coletivo IFanzine para o evento.
Mostra de Zines
Segundo Beralto, os estudantes que atuam no projeto IFanzine, bolsistas de extensão e voluntário(a)s, já estão acostumados a encarar propostas interdisciplinares, travar parcerias com os diversos segmentos da escola, seja ensino, extensão ou pesquisa, e conduzir processos criativos à moda “Do it Your Self”, de forma destemida e espontânea, pois já incorporaram o espírito zineiro de expressar ideias, deixando de lado a premissa de que a suposta “falta de criatividade” ou “falta de jeito para artes visuais/manuais” ou a falta de expertise é obstáculo para se fazer uma revista artesanal. Já são quase cinco anos em que nosso projeto incorporou ao cotidiano da escola a proposta do fanzine, percebida como uma ferramenta de inestimável valor tanto no processo ensino e aprendizado, seja como estímulo à produção textual e/ou método avaliativo, como também, vem sendo acolhido como mídia alternativa com ampla eficácia educomunicacional.

ENDEREÇO PARA DOAÇÃO DE ZINES PARA O ACERVO DA FANZINOTECA / TROCA DE ZINES:
Instituto Federal Fluminense (A/C Alberto Carlos Paula de Souza)
Rodovia Amaral Peixoto, km 164, Bairro Lagoa
Macaé-RJ. 
CEP: 27.925-290

Contatos:
Email: projetoifanzine@gmail.com
https://www.facebook.com/iffanzine/
http://iffanzine.blogspot.com.br/

23 janeiro 2018

Zine MARX NA ATUALIDADE - Versão online

Autor: Beralto

ZINE MARX NA ATUALIDADE 
Marcando a inauguração da primeira Fanzinoteca física do interior do estado do Rio de Janeiro, a presente edição do selo editorial "Coleção Fanzinoteca IFF Macaé" apresenta a abordagem do pensamento de Marx, sob o olhar dos jovens estudantes do IFFluminense Campus Macaé, instituição de ensino profissionalizante que integra a rede pública federal de ensino e que abriga a Fanzinoteca, espaço dedicado à preservação da memória das publicações paratópicas e que vem estimulando a formação de novos autores entre os jovens estudantes da instituição, representando um marco na inserção do fanzine como uma ferramenta pedagógica e estímulo à subjetivação e autoralidade no espaço do ensino e aprendizagem. Na presente edição os tópicos Divisão de Classe, Exploração da Classe Operária, Alienação e Ideologia, foram abordados de forma criativa e autoral, com colagens, cartuns e ilustrações que atestam o potencial do zine como mecanismo de potencializar a produção textual, o estímulo aos talentos individuais em múltiplas linguagens e como veículo para estímulo a formação de criticidade e reflexão coletiva. Como a presente publicação cita em uma das falas: "Filosofia e Zine são para malucos". Complementamos - Ainda bem!
Autor: Paulo José

Zine MARX NA ATUALIDADE - Algumas considerações

É impressionante o poder que determinadas organizações e estruturas têm – resistindo à passagem do tempo – de conservar algumas de suas mais fundamentais características. O capitalismo é um exemplo preciso do que acabamos de afirmar. Por mais que já tenha atravessado décadas e mesmo séculos, experimentado certas mudanças e adaptações, é inegável que o sistema capitalista tem conservado com vigor uma de suas marcas mais distintivas: a produção, em larga escala, de gritantes desigualdades sociais.
Cremos que, no século XIX, um filósofo alemão, chamado Karl Marx, elaborou a mais emblemática e contundente crítica ao capitalismo. Segundo sua avaliação, a referida estrutura econômica provoca uma terrível divisão na sociedade. Disto decorre que poucos indivíduos – os donos do capital – possuem inúmeras riquezas, enquanto uma quantidade enorme de pessoas – em especial, a classe trabalhadora – se vê numa árdua batalha diária pela mais básica sobrevivência.
Equipe do IFanzine durante a elaboração
Produção do zine em andamento: colagens, cartuns,
máquina de escrever e tipografias com uso de normógrafo.
De fato, na perspectiva de Marx, o trabalhador é um ser explorado, espoliado, alienado, coisificado e iludido pelas forças do capital. Diante deste panorama profundamente injusto, Marx não se esquivou de gritar bem alto, em sinal de protesto. O som de sua voz reverberou com tamanha intensidade, que nos alcançou. Sim, eu, Alberto, Sara, Karol, PJ e Kezia nos juntamos ao pensador germânico, e declaramos nossa posição contrária a um sistema gerador de toda sorte de mazelas e aberrações econômicas e sociais.
Ainda hoje, em pleno século XXI, constatamos, sem dificuldade, que a sociedade se encontra dividida entre os poucos que têm muito dinheiro e os muitos que têm pouco ou mesmo nada. Desde os tempos de Marx, até os nossos dias, o trabalhador – de forma geral - é oprimido e dilapidado, tratado com escancarado desprezo pelo capitalismo, como uma simples ferramenta produtiva, uma espécie de animal de carga, cuja função é girar a engrenagem voraz que multiplica as cifras do patrão e condena milhares de sujeitos a condições subumanas de vida. Afinal de contas, desemprego, miséria, fome e outras atrocidades permanecem no cardápio capitalista, como um tipo de alimento estragado cotidianamente servido à sociedade, sobretudo às massas economicamente menos favorecidas.
Como dissemos, manifestamos nosso repúdio a tal conjuntura. Por isso, filosofia e arte, que se entendem tão bem e, diga-se de passagem, são ambas menosprezadas pelo capital, se uniram para refletir, questionar e denunciar este sistema. O resultado é o fanzine que você tem em mãos, intitulado Marx na atualidade. Vale ainda ressaltar que, junto com a nossa crítica, eu, Alberto, Sara, Karol, PJ e Kezia – responsáveis pelo fanzine – guardamos a firme convicção de que a realidade pode ser alterada e uma sociedade mais justa e solidária pode nascer, a partir de nossa conscientização e ação.

Leonardo Berbat de Brito
Professor de Filosofia 
IFFluminense Campus Macaé

ACESSE ABAIXO O ZINE EM VERSÃO ONLINE:


07 novembro 2017

Resenha - CAFÉ ILUSTRADO

O Fanzine Café Ilustrado - café em versos e quadrinhos, além de expor poesia romântica e encantar com belezas ilustrativas insondáveis que também reverberam uma poesia visual inebriante, alia o amor e o café, como sendo indispensáveis e cruciais para que se tenha uma vida menos amarga, mais feliz e bem resolvida. Ainda faz uso de um jogo inteligente de palavras que não só transmitem ideias, tais como: “Porque a vida tem que ser rápida e o meu café expresso?” ou, “Com palavras eu me rebelo, com café eu me expresso”, mas que também norteiam uma linha de pensamento que é claramente advinda de corações apaixonados pela vida, pelo amor e pelo café.
Este último elemento, denotado como o companheiro fiel mesmo nos piores momentos. O que cura as desilusões e que acorda para a vida. O que inspira... o que promove prazer silencioso e intimista... é, sem dúvida, o personagem principal e o fundamento de tudo.
Envolvente e engraçado.
Julgue por si mesmo(a)!
(Resenha - Vitor Manoel Fortunato)

Café Ilustrado
Editora: Thina Curtis/Fabi Menassi
Conteúdo: Quadrinhos, Poemas Ilustrados
Formato: A5 (12 páginas p/b)
Local: São Paulo/SP
Data: 2016
Contato: https://www.facebook.com/thina.curtis
                https://www.facebook.com/fabi.menassi

02 setembro 2017

Evento e fanzine sobre Depressão na Escola

Cerca de 1000 pessoas participaram do evento
que aconteceu nos dias 29 e 30 de agosto.
 Com o objetivo de tratar do tema Depressão no ambiente escolar, realizou-se nos dias 29 e 30 de agosto um seminário, como atividade letiva para todos os estudantes, que agrupou esforços de equipe multidisciplinar, capitaneada pelo psicólogo do IFF Macaé, Marcelo Quirino, além de assistentes sociais e corpo pedagógico da instituição, e cerca de 100 voluntários, a maior parte, estudantes, sob o título que encerra uma interrogação – “Depressão, e Eu com Isso?”.
A pergunta em questão, trouxe à baila a reflexão sobre o papel dos diferentes segmentos da instituição frente a este problema que, embora presente de forma incontestável como “mal moderno” frequente na vida de muitas pessoas, não costuma ser tratado de maneira adequada e frequentemente percebem-se muitos mitos e preconceitos em torno do assunto.  
Segundo o psicólogo Marcelo Quirino, o evento foi motivado pelo intento de dirimir os tabus e a desinformação sobre essa psicopatologia que acomete a todos, sem distinção de idade. Considerando todos os prejuízos claramente perceptíveis em diversos âmbitos, inclusive na vida dos estudantes e servidores, em suas diversas dimensões, seja social, afetivo, relacional, profissional, cognitivo ou acadêmico, afeta seriamente a vida de todos.
Conforme divulgado no portal do IFFluminense, Marcelo comentou que o evento não pretendeu ser resolutivo de determinada questão, mas não deixou de possibilitar um outro olhar sobre aquilo que nos assola. "Temos alunos felizes, menos angustiados, servidores mais próximos uns dos outros e que trocam informaçoes sobre o que ouviram, referindo-se ao saldo unanimemente positivo, conforme as manifestações dos estudantes, servidores, visitantes e pais de estudantes que concorreram maciçamente ao evento, nos dois dias dedicados à promoção de palestras, oficinas, apresentações artísticas e também o lançamento e distribuição do fanzine desenvolvido especialmente pelo Coletivo IFanzine para o evento.
FANZINE DA DEPRESSÃO
O zine elaborado pelos estudantes do IFF Macaé, apresenta
diversos olhares sobre o tema depressão de forma criativa.


O Fanzine, com título homônimo ao evento, foi proposto pela comissão organizadora durante a estruturação da programação, ao coordenador do projeto IFanzine, Beralto, que prontamente acatou o desafio de envolver os estudantes na produção autoral. Segundo Beralto, os estudantes que atuam no projeto IFanzine, bolsistas de extensão e voluntário(a)s, já estão acostumados a encarar propostas interdisciplinares, travar parcerias com os diversos segmentos da escola, seja ensino, extensão ou pesquisa, e conduzir processos criativos à moda “Do it Your Self”, de forma destemida e espontânea, pois já incorporaram o espírito zineiro de expressar ideias, deixando de lado a premissa de que a suposta “falta de criatividade” ou “falta de jeito para artes visuais/manuais” ou a falta de expertise é obstáculo para se fazer uma revista artesanal. Já são quase cinco anos em que nosso projeto incorporou ao cotidiano da escola a proposta do fanzine, percebida como uma ferramenta de inestimável valor tanto no processo ensino e aprendizado, seja como estímulo à produção textual e/ou método avaliativo, como também, vem sendo acolhido como mídia alternativa com ampla eficácia educomunicacional. Somente neste mês de agosto, além do evento sobre o tema depressão que mobilizou toda a comunidade estudantil, sendo um excelente momento para dar visibilidade ao fanzine e ao projeto, atendemos mais de 200 estudantes, num trabalho de Língua Portuguesa e Literatura, como processo avaliativo, subsidiado pelas oficinas que o projeto realizou à convite de duas professoras da escola”, complementou Beralto.
Em meio às várias atividades desenvolvidas em salas de aula e auditórios da escola no decorrer dos dias 29 e 30 de agosto, o projeto IFanzine se fez presente durante todo o evento com uma sessão de autógrafos, na qual participaram o(a)s estudantes autore(a)s com uma sessão de autógrafos, que sempre acontece quando do lançamento dos zines produzidos pelo projeto, como forma de dar relevo ao zine como estímulo à autoria e estabelecer uma relação mais fraterna e horizontal entre leitor/autor, prática implícita na cultura fanzineira.

A PRODUÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO ZINE
O zine, com 20 páginas reproduzido em fotocópia, contou
com tiragem especial de 50 unidades com capa cartoneira.
A feitura do zine envolveu a participação do coordenador do projeto IFanzine, o Beralto (Alberto de Souza) e o psicólogo Marcelo Quirino, coordenando a produção dos estudantes. Realizou-se uma oficina no mês de julho e aconteceram convocatórias junto aos grupos de voluntários nas redes sociais. Os estudantes vinculados ao projeto, bem como voluntário(a)s colaboraram nas produções com cartuns, HQs, ilustrações e poemas. O fanzine, em formato 10x15cm, 20 páginas em preto e branco, reproduzido em fotocópia, contou ainda com uma versão online com conteúdo extra e que foi lançado simultaneamente no dia 30 às 16h, tal como divulgado na fanpage do projeto IFanzine. O zine impresso contém um QR Code que facilita o acesso ao link do e-zine.  Outra novidade é que a edição de 300 exemplares contou também com uma tiragem de 50 unidades com capa cartoneira, utilizando papelão reaproveitado pintado à mão com guache por meio de técnica de stencil. A manufatura desenvolveu-se em mutirão reunindo os autores e outros integrantes do corpo de voluntários do evento.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ZINE NO EVENTO
Transcrevemos a seguir algumas reflexões do organizador do evento, o psicólogo clínico Marcelo Quirino sobre o evento e a utilização do zine como um dos suportes para o protagonismos dos estudantes do campus Macaé no evento em questão:
Sessão de autógrafos, a celebração da autoria, oportunizada
pelo processo criativo DIY.
“ Falar tudo o que vem à mente é a lei da Psicanálise. Então quem deita no Divã tem apenas uma regra inicial: falar. E falar sobre é o que fazemos num processo de análise. Um falar sobre o que vejo e saber que falaremos sobre aquilo que não vejo, mas verei durante a fala. Falarei nomes novos que darei a determinados processos invisíveis. Falarei sobre o sentimento que me determina e sobre como ele gera outro sentimento. A complexidade e contradição de nossa subjetividade também é objeto da nossa fala em análise. E quando penso em fanzinar é como se eu tivesse um upgrade com mais tecnologias sobre esse método psicanalítico: além de falar eu desenho, borro, pinto, rabisco, poetizo, canto, apago, silencio e demonstro tudo aquilo que não vejo nem falo pelo traço e pela letra. Fanzinar para esses alunos que colaboraram para o Zine Depressão e Eu com Isso?! e outros é como fazer uma análise de si, sem precisar saber do que fala ou pinta, sem censura, sem interpretação de um outro analisador do discurso. Dar vazão é o processo principal que durante o fluxo do dito e do rascunhado vai transformando o sujeito que fala através simplesmente do processo de falar-pintar-desenhar.  É na arte da fanzinagem que o aluno se transforma, se nomeia, se identifica, se diferencia e ali vimos sendo desenhado juntos um outro Fanzine, não impresso, mas aquele que fica recôndito na alma de quem fanzineia. Destarte, quem faz um zine necessariamente produz dois mesmo que não saiba: um divulgamos para outro e o outro divulgamos a si próprio. E nessa dupla produção, produzo-me à medida que escolho meus traços e desenho uma autoimagem de uma nova forma, mais autônoma e individual, com menos traços do outro e mais rabiscos meus de mim mesmo.”

AGRADECIMENTOS E CONCLUSÃO

Coletivo IFanzine durante o lançamento do zine.
Em nome do Projeto IFanzine nos cumpre agradecer ao psicólogo Marcelo Quirino pela sensibilidade e diligência ao mobilizar a escola para cristalizar bons momentos que nos fizeram honrados em trabalhar nesta escola e pela oportunidade de dispor do fanzine no ambiente desta instituição voltada à formação profissional e tecnológica, oportunizando aos estudantes seu espaço de protagonismo. Foi um dos pontos culminantes deste projeto que se iniciou há mais de 4 anos, sendo alegrias como essa a força motriz para novos desafios. Agradecemos também aos estudantes diretamente envolvidos na produção do zine: Sara Gaspar, Karoll Castro, Duda Belmont, Mariana Santos, Paulo José, Vitor Manoel, Carlos Henrique, Julie Leão, Keyti Santos, Ronald Delvalle, Synarha Carvalho e Clara March. Além destes, muitos outros estudantes que participaram do mutirão para produção do zine e que acorreram à nossa “linha de montagem”, como ironicamente denominamos o processo de artesania envolvida na produção do conteúdo durante a projetação e, na etapa final, a produção das capas cartoneiras e os trabalhos de acabamento gráfico que envolveu a manufatura coletiva. Fazemos nossas a conclusão do Marcelo, ao considerar que o evento, que encerrou em seu título uma pergunta, culminou com uma resposta unânime, advinda do engajamento, protagonismo, construção coletiva e espaço para rosto e voz dos envolvidos. Assim sendo, declaramos – Depressão, e Eu com Isso? TUDO!

EDIÇÃO ONLINE - ACESSE AQUI:


06 junho 2017

Scketch Zine, uma nova experimentação no estilo "Faça Você Mesmo".


Na última quarta, 31 de maio, reunimos os integrantes do Coletivo IFanzine para a primeira oficina com os novos bolsistas voluntários. A proposta do dia foi elaborarmos um fanzine com desenhos de locação retratando cenas do IFFluminense Campus Macaé. 

O resultado você confere no link para leitura online do zine. Estamos pretendendo realizar novas oficinas e em breve divulgaremos aos interessados. Quem quiser reservar vaga pode fazer contato conosco pelo email <projetoifanzine@gmail.com>


10 novembro 2016

Oficina de zine para professores na FFP/UERJ em São Gonçalo

Participantes da Oficina
Realizou-se na tarde de ontem, 10/11/2016, em São Gonçalo/RJ uma oficina para capacitação de professores, com o tema"Fanzine: Expressividade, Criatividade e Processo Autoral" dinamizado por Alberto de Souza e Andrea Barbosa, respectivamente, coordenadores dos projetos de extensão do IFFluminense Campus Macaé, IFanzine e Em Cada Canto um Conto. Contando com a participação de cerca de 30 pessoas entre docentes e estudantes da Faculdade de Formação de Professores da UERJ (FFP), foram apresentados um breve histórico dos fanzines, trabalhando o conceito “faça você mesmo” e abordadas questões relativas ao uso dessa revista artesanal enquanto ferramenta pedagógica nas aulas que envolvem produção textual. Ao final os participantes vivenciam a teoria na prática, participando da criação, ilustração e edição de um fanzine.
O evento integrou a programação do “Folheto Aberto: o cordel em cena”, promovido pelo Projeto “Leitura na Cordelteca na FFP”, sob a coordenação da Prof.ª Dr.ª Maria Isaura Rodrigues Pinto.
O evento, segundo destacou Beralto, voltado para a valorização da leitura e escrita do cordel no universo da sala de aula foi muito bem recebido pelos participantes, já que o fanzine trabalha com propostas de autopublicação e produção textual autoral como um “parente urbano do cordel”.

ZINES PRODUZIDOS NA OFICINA:





25 outubro 2016

Zines produzidos no III Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial - UFG


Dinamizamos no último sábado uma oficina de zine no III Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial, evento promovido pela Associação Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) em parceria com o Grupo de pesquisa Criação e Ciberarte. O evento, sediado na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, contou com apresentação de comunicações, exposição de quadrinhos, mesas redondas, lançamentos, performance e oficinas. A oficina de zine, que contou com 10 participantes, apresentou um breve histórico dos fanzines e foram abordadas questões relativas ao uso dessa revista artesanal enquanto mecanismo potencializador da autoralidade, seu uso na sala de aula e como mídia alternativa contra-hegemônica. Foram apresentados alguns exemplares de zines, com conteúdos, formatos e técnicas diversificadas. Para concluir, os participantes vivenciaram a teoria na prática, com criação, ilustração e edição de um minizine.
Seguem abaixo os zines produzidos pelos participantes, desenvolvidos em cerca de 40 minutos.















11 julho 2016

Nossos zines para leitura online aqui no blog


Todos estes zines, editados pelo  Projeto IFanzine estão disponíveis  para leitura online aqui no blog do IFanzine.

22 junho 2016

Galeria de artistas presentes no zine PEIBÊ#4

O zine PEIBÊ#4 traz, além da prata da casa, grandes colaboradores do universo independente de quadrinhos, de diversas regiões do Brasil. Conheça um pouco mais dos parceiros que nos honram com suas criações:

THINA CURTIS
Thina Curtis dispensa apresentações para quem já conhece o cenário das publicações independentes e zines. Thina é arte educadora, poeta, fanzineira, tendo lançado várias publicações, entre eles o zine “Spell Work”. Ministra oficinas, produz coletâneas musicais e eventos culturais e é responsável pela Fanzinada, grande destaque entre os eventos de zines do país.
http://fanzinada.blogspot.com.br/




DANIELLE BARROS
Mais um destaque feminino nos zines de quadrinhos na atualidade, Danielle Barros, a IV Sacerdotisa da Aurora Pós-Humana. Pesquisadora, poetisa, desenhista, quadrinista e zineira. Bióloga (UNEB), Mestre em Ciências (ICICT/Fiocruz) e Doutoranda em Ensino de Biociências e Saúde (IOC/Fiocruz), Danielle é ainda pesquisadora da obra do artista transmídia Ciberpajé (Edgar Franco). Criou diversos fanzines: Abismos do Lobo 1 (2013) e 2 (2015), Sibilante Grimoirezine Poético Filosófico 1 (2014) e 2 (2015), HQcrônicas, Sagrado Femizine (2015), entre outros e HQs educativas sobre Ciências e Saúde. Conheça mais sobre a IV Sacerdotiza em: http://ivsacerdotisa.blogspot.com.br/




GLAUCO TORRES GRAYN
Entrevistado na edição 3 do PEIBÊ, Glauco Grain retorna com HQ de uma de suas muitas criações, a Celéstica, integrante de seu universo ficcional UROM Comics, composto por centenas de personagens que vale à pena conhecer. Este prolífero e entusiasmado quadrinhista é natural de Campos dos Goytacazes e, além de atuar como cartunista no jornal O Diário, vem lançando hqs digitais de seus personagens. Para conhecer as artes do nosso talentoso parceiro Glauco, visite o site: uromcomics.com




EDGAR FRANCO - CIBERPAJÉ
Convidado especialíssimo, Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em arte e tecnociência pela UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG. Possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. Edgar traz um HQforismo (quadrinho + aforismo), uma nova vertente das seus quadrinhos poético-filosóficos. Conheça mais sobre o universo ficcional - Aurora Pós-Humana - deste ícone dos quadrinhos autorais brasileiros em: http://ciberpaje.blogspot



EBERTON FERREIRA
Contamos ainda com este amigo batalhador das HQs independentes, Eberton Ferreira, autor de Binho e Quinha, Brasileirinho, Rede da Carne, Xamã e Demônio das Matas, nasceu em São Gonçalo - RJ, onde é pequeno comerciante no bairro Porto da Pedra e divide seu tempo entre os negócios e a produção de quadrinhos. Desde criança cria HQs, lançou diversos fanzines e hoje edita seus gibis através do selo que criou, Fanzineston, disponibilizando títulos para venda em versão impressa ou download gratuito em versão virtual. Maiores informações no blog: http://www.fanzineston.blogspot.com.br.com.br/




GLAUBER GONZAGA E FAGNER MATHIAS
Glauber Gonzaga e Fagner Mathias são talentosos designers formados no Instituto Federal Fluminense, hoje profissionais, e que nos agraciaram com uma HQ incrível a partir da PEIBE#2 e agora trazem novamente o resultado de uma belíssima parceria, revelando algo novo sobre o protagonista justiceiro dessa HQ de ação eletrizante. Para conferir os trabalhos da dupla, acesse: http://coletivocerberus.blogspot.com.br/





GAZY ANDRAUS
Gazy Andraus, icônico cirador de HQs do gênero fantástico-filosófico, abrilhantou as páginas da PEIBE#4 com mais um belíssimo trabalho intitulado "Lábaros Labirínticos". A edição traz ainda um relato de sua ampla experiência de zineiro, artista, educador e pesquisador, destacando-se como incentivador do uso dos zines na sala de aula, segundo ele, "por sua versatilidade e interdisciplinaridade criativas". O zine PEIBÊ é um exemplo do prestígio que o zine vem angariando junto às instituições de ensino e atesta a importância do trabalho de pioneiros como o professor Gazy. Doutor em Ciências da Comunicação, na área de Interfaces da Comunicação, pela ECA-USP, (premiado com a melhor tese de 2006 pelo HQ-MIX-2007), mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, pesquisador do Observatório de HQ da USP; da Interculturalidade e Poéticas da Fronteira - UFU e do INTERESPE – Interdisciplinaridade e Espiritualidade; editor e autor independente de histórias em quadrinhos adultas de temática fantástico-filosófica. Para conhecer mais sobre o autor: http://tesegazy.blogspot.com.br/




HENRY JAEPELT
O onipresente Henry Jaepelt tornou-se sinônimo de zine de quadrinhos no Brasil afora, tendo seu nome está associado aos principais zines desde os anos 80. Dono de um estilo e temáticas inconfundíveis em seus quadrinhos, este catarinense de Timbó é um dos convidados que tornam o PEIBÊ#4 uma edição histórica. Quinta-feira às 19h vale à pena nos encontrarmos aqui para o lançamento virtual.
http://www.universohq.com/reviews/maldito-seja-henry-jaepelt/




IAN ROCHA
O artista e educador Ian Rocha, por ele mesmo: "Brasileiro, de São Paulo. Ilustrador, desenhista, educador em artes visuais. Como artista, atualmente trabalho com publicações independentes (ou os chamados 'fanzines'). Criei e produzo a revista 'Ninguem Presta!', de quadrinhos, ilustrações e literatura com várias participações de outros artistas, além de ser o co-autor da revista 'Caracol' com Felipe Tognoli. Minhas referências visuais são principalmente Goya, Turner, Marcelo Grassmann, Lourenço Mutarelli, Ralph Steadmann, George Pratt, Kent Williams, Jon J. Muth (procure algo sobre eles!), a cultura visual do Heavy Metal, os filmes de terror 'B' dos anos 80 e o cinema de animação" Ian é um dos nomes mais destacados da nova geração de zineiros e está presente nas páginas da PEIBÊ 4 pra nosso deleite. Confira mais de Ian Rocha em: 




Pra quem ainda não leu, eis o zine PEIBÊ#4

13 junho 2016

Fanzines produzidos na Ocupação Cultural da Rua Maria Letícia

Eis os fanzine produzidos durante a oficina que mediamos neste último domingo, 12 de junho na Ocupação Cultural da Rua Maria Letícia. Para nós do projeto IFanzine é muito gratificante participar de um evento cultural independente de Rio das Ostras, graças ao empenho e abnegação do Coletivo Mucambo, sobretudo pela diversificação de perfis dos participantes e distintos olhares. As várias abordagens advindas de um exercício de expressão livre e despojada, estimulada inclusive pela própria natureza do evento, realizado na calçada, com os participantes sentados no chão, vieram a somar-se ao estímulo que o fanzine representa em si, como mídia alternativa contra-hegemônica, constituindo-se portanto numa "voz da rua". Como sempre, dispomos os nossos zines, adquiridos por meio de troca com faneditores do Brasil afora, em um varal improvisado com barbante e prendedores, decorando e enriquecendo nosso ambiente com os zines, desta forma assumidos como "cordel urbano". Neste ambiente propício, após nossa exposição breve sobre o que é zine, seu histórico e seus predicados, explicamos os diferentes formatos e indicamos algumas das técnicas características da natureza livre e transgressora do zine. Uma vez proposta a produção coletiva, várias fanzines surgiram como é de costume após algumas manifestações tais como a de que "não sei desenhar" ou "estou sem ideias", mas o resultado final está aí como testemunho de que, uma vez permitindo-se a fruição sem as amarras da autocrítica, ao entender o zine como um mecanismo de autoralidade livre das regras comerciais, cada participante se faz um faneditor, motivado pelas suas reflexões, repertório e apetências. Abaixo os zines resultantes da oficina que durou algo próximo a meia-hora e muito nos gratifica a oportunidade dessa interlocução com a comunidade numa ação extensionista que pudemos realizar, e colaborar com esta iniciativa cultural independente.


16 maio 2016

Zine OCUPA MATIAS

Fanzine produzido pelos estudante do Colégio Estadual Matias Neto em oficina dinamizada pelo projeto no último 11 de maio em Macaé-RJ.

16 dezembro 2015

PEIBÊ 3

O zine PEIBÊ 3 foi lançado no início de 2015, trazendo mais páginas, incluindo 8 páginas coloridas, diversificando seu conteúdo, passando a publicar relatos e artigos de educadores/zineiros, além de entrevistas e publicação de quadrinhos, ilustrações e cartuns de estudantes do IFFluminense e artistas independentes. PEIBÊ III - Zine editado pelo projeto de extensão IFANZINE, sob a chancela do Instituto Federal Fluminense campus Macaé e coordenado pelo cartunista e designer Beralto (Alberto de Souza), fanzineiro desde os anos 80. Contando com vários colaboradores, desde alunos do IFFluminense até artistas que estão das publicações alternativas há um bom tempo, o PEIBÊ é bastante eclético e traz vários temas, seja em HQs, ilustrações ou entrevistas, para agradar o paladar de quem gosta e está acostumado a apoiar as publicações alternativas. Formato A-5 - Nº de páginas 24. Distribuição gratuita ou à base de troca por zines e publicações alternativas para a fanzinoteca do projeto.

13 dezembro 2015

PEIBÊ 2

A presente edição contou com o destaque dos cartuns produzidos pelos estudantes do Instituto Federal Fluminense nas oficinas promovidas pelo cartunista Beralto. PEIBÊ 2 - Zine principal do projeto de extensão IFANZINE. Produzido pelos alunos do Instituto Federal Fluminense campus Macaé e demais colaboradores, trazendo entrevistas, poemas e quadrinhos. Formato A-5 - Nº de páginas 12 - Capa colorida, miolo preto e branco. Impressão offset.

10 dezembro 2015

PEIBÊ 0

PEIBÊ 0 - Edição de lançamento do zine principal do projeto de extensão IFANZINE. Produzido pelos alunos do Instituto Federal Fluminense campus Macaé, trazendo resenhas, poemas e tirinhas de humor. Formato A-6 - Nº de páginas 08. Impressão fotocópia preto e branco.

08 dezembro 2015

TRAÇOS DE MEMÓRIA

TRAÇOS DE MEMÓRIA I - Edição especial do projeto de extensão IFANZINE, em parceria com o projeto de extensão Em Cada Canto Um Conto, ambos desenvolvidos no Instituto Federal Fluminense campus Macaé. Produzido pelos alunos do campus com ilustrações dos estudantes e histórias coletadas junto à comunidade abrangida pela instituição de ensino, resultando numa criativa transposição do código oral para o escrito que promoveu uma interação entre tradição e ensino acadêmico. Formato A-5 - Nº de páginas 12.

Zine-Relato sobre participação no IFanzine

Zine-relato de Sara Gaspar, bolsista do projeto IFanzine.

ZINE DO PROJETO EM CADA CANTO, UM CONTO